Afinal… quem é esse tal de PMO?

Olá Pessoas,

Se algum dia você ouviu falar em gerenciamento de projetos, então é bem provável que tenha ouvido falar nesse tal de PMO. Uma coisa bastante intrigante que ouço nos bate papos com alguns colegas de trabalho, em alguns cursos e até mesmo em ambientes acadêmicos, são pessoas, por desconhecimento ou por negligência, intitularem alguém como sendo um PMO. Como se tal indivíduo, a menos que tenha poderes sobrenaturais, pudesse desempenhar o “papel” de PMO.

Legal, mas e aí… uma pessoa pode ou não pode “ser” um PMO?

Resposta: Não, definitivamente não.

E para fundamentar esta resposta, gostaria de fazer uma breve viagem no tempo… (uia me lembrei das aulas de história com o professor… tá, o nome dele eu não me lembro mas o seu apelido era Tutancâmon, dada inquestionável semelhança) 😀

Retomemos… quando no século passado – em meados da década de 80 – iniciaram-se os esforços do que hoje conhecemos como PMI, no sentido de se publicar em um guia (PMBOK) as melhores práticas em gerenciamento de projetos, vislumbrou-se, já naquela época, a criação de uma estrutura organizacional que concentrasse tudo o que fosse necessário e pertinente para suportar e auxiliar um projeto, desde o seu início até o seu encerramento, tais como:

  • Padronização de processos;
  • Compartilhamento de recursos;
  • Definição de metodologias, ferramentas e técnicas… e etc

Uma éspecie de almoxarifado, por assim dizer… não, para tudo! (“neguinho” que trabalha em PMO, se ler isso aqui, é capaz de mandar email para o PMI solicitando a cassação da minha certificação) … Melhoro. – Uma espécie de zeladoria (se no wordpress tivessem os emojis do iPhone, eu colocaria agora a carinha do boneco chorando… de rir, é claro) :-P, que caso um zelador (gerente de projetos) precisasse de uma planta de um apartamento (um template de uma matriz de risco ou um modelo de status report, por exemplo) bastaria que ele se dirigisse a esta zeladoria (estrutura) que sua solicitação seria prontamente atendida (prontamente, com margem de erro de 2 dias para mais ou para menos, dependendo do grau de importância do projeto).

Esta tão bem falada e importante estrutura tomou o nome de Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP) ou em inglês Project Management OFFICE (PMO). Caixa alta e grifo no Office, para que desta forma memorizemos que o “O” da sigla PMO refere-se a Office… e se não mudaram a língua inglesa, enquanto escrevia este post, office significa Escritório em português.

Explanação concluída… não me resta outra alternativa a não ser perguntar aos meus curiosos botões:

Como é que uma pessoa pode ser, exercer ou incorporar um Escritório?!

Já imaginou uma pessoa carregando um monte de mesas, cadeiras, notebooks, flip charts e et cetera?! – Seria isto uma boa prática?!

Enfim, depois deste monte de “bobageiras” com algumas definições úteis, encerro este post me dirigindo ao site do PMI, para verificar se minha certificação ainda está ativa.

Lições aprendidas: O fato de alguém trabalhar em um PMO, não quer dizer que este alguém seja um PMO. Geralmente em PMOs, pessoas exercem funcões e possuem cargos ligados ao gerenciamento de projetos. (gerentes de projetos, analista de projetos, coordenadores de projetos e etc…)

PMBOK em foco: Há vários tipos de estrutura de PMO: De suporte, De controle e Diretivo. Para mais detalhes, consulte o guia PMBOK.

Saudações. Ψ

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