Categoria Gestão de Projetos e Produtos

Os cinco estágios do Product Owner

Olá Pessoas,

Antes de mais nada gostaria de agradecer o WordPress, por ceder este espaço para que a gente possa, em alto nível, discutir a gestão de projetos e produtos, a agilidade e demais assuntos no Brasil… (protocolos e blá blá blás cumpridos, vamos ao que interessa)

Nestas minhas andanças pelo mundo ágil, atuando em diferentes organizações como Scrum Master e Agile Coach, tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis que  exerciam o papel do Product Owner. Uns com profundo domínio de negócio ocasionado pelo tempo que mexiam com aquele business… outros que agregavam, além do conhecimento de negócio, um excelente background técnico capaz de auxiliar o Time de Desenvolvimento no entendimento das necessidades facilitando, inclusive, nas priorizações por valor de negócio/complexidade de implementação… e outros ainda que dada a capacidade analítica e a capacidade de formular perguntas oportunas, transitavam do conhecimento básico ao avançado sobre um determinado produto, com maestria invejável tornando-se, num curto espaço de tempo, imprescindíveis para o ciclo de vida produto, para a saúde do Time Scrum e para a organização.

Contudo, caros visitantes deste blog, pouquíssimos foram os POs em que tive a oportunidade de trabalhar que receberam da turma dos que “pagam a conta” o empoderamento necessário para que atuassem, na medida certa, como sponsor da bagaça (o dono da porra toda)… aquele sujeito que, não sendo necessariamente o dono da bufunfa, tem a senha do cofre.

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Um bate papo sobre, Scrum, Produtos, Projetos e… Agile Project Manager

Olá Pessoas,

Antes de mais nada eu gostaria de agradecer o WordPress, por ceder este espaço para que a gente possa, em alto nível, discutir a gestão de projetos no Brasil… (protocolos e blá blá blás cumpridos, vamos ao que interessa)

No mês passado, participei de um workshop (muito interessante diga-se de passagem) voltado para concepção enxuta de produtos, imersos em ambientes adaptativos. Foi uma experiência bastante agregadora pois, além da experiência trocada entre os participantes e das técnicas que aprendi e revisitei no WS, pude rever alguns amigos do mundo ágil e fortalecer o networking.

Foram 8 horas bastante produtivas onde, entre uma pausa e outra para o café, evoluímos uma hipótese a qual se expandiu da concepção da ideia (MVP, visão, objetivos e etc) até um canvas que definiu o escopo do produto a ser desenvolvido. E numa dessas “pausas pro café”, aconteceu um episódio bastante enriquecedor.

Em meio a um bate papo descontraído e alguns convites para conexão no LinkedIn, fui, cordialmente “advertido”, por um colega que lá estava, acerca da utilização do termo Agile Project Manager verificada por ele, em uma de minhas experiências no LinkedIn. Na visão respeitosa deste colega, a denominação Agile Project Manager não é coerente aos métodos ágeis, uma vez que tais métodos tem como foco principal a construção de produtos complexos e não o gerenciamento de projetos, não fazendo sentido, portanto, um gerente de projetos ser ágil.

Como discordei (e discordo) peremptoriamente desta visão e, porque não dizer, desta divisão brusca e nonsense entre produtos e projetos… e, como este colega e eu, apresentamos, modéstia a parte, argumentos bem fundamentados no debate, que contou, inclusive, com a “audiência” ativa de alguns participantes que se entusiamaram pelo tema; resolvi estruturar minha visão sobre este assunto neste singelo post. 😀

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Práticas Ágeis para bons Product Owners

Olá Pessoas,

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Quinta-feira passada (30/03) tive a gratificante oportunidade de conversar com o pessoal da Projectlab e os assinantes do Cubo do Conhecimento, por intermédio de um evento online conhecido como Webinaula. Foram duas horas muito produtivas, passamos por vários conceitos, amplamente utilizados pelo mercado, relacionados ao papel de Product Owner e a gestão de produtos com Scrum. Com isso, tive a oportunidade de ampliar meu networking, dado que muitas pessoas me adicionaram nas redes sociais… revisitar vários conceitos e ainda pude divulgar um pouco do meu trabalho.

Para um entusiasta do Scrum, como eu, é sempre bom falar sobre ele e sobre como podemos melhorar o seu uso, agregando assim cada vez mais valor para as empresas que decidem adotá-lo e melhorando, inclusive, o dia a dia de seus praticantes.

Aos interessados, deixarei abaixo o link do slideshare com a apresentação.

[slideshare id=74164127&doc=webinaulaapresentacaocubodoconhecimento-palestrantescopy-170401185801]

Espero que gostem. Em caso de dúvidas, não hesitem em me escrever. 🙂

Saudações. Ψ

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Ei Scrum Master, 10 dicas para deixar sua Sprint tranquila e favorável…

Olá Pessoas,

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Ao confessionário… quem nunca começou uma Sprint com aquela sensação de que havia algo de “estranho” – o original é podre (Hamlet, Shakespeare) mas achei a palavra meio inadequada para o contexto –  no reino da Dinamarca, que atire a primeira pedra…

Foi pensando em você Scrum Master, que às vezes se sente meio perdido olhando para suas 75 métricas, as quais, algumas delas, te dizem mil coisas e outras não te dizem coisa alguma… que em horas do dia se sente abandonado pelos institutos que te certificaram e te disseram que o Scrum Guide é o caminho, a verdade e a vida e que por fim, não permite, nem sob tortura, que o seu time sucumba ao eXtreme GoHorse (XGH)… que decidi investir uma fração do meu dia para apresentar-lhe as dicas abaixo. Creio, contudo, que você já conheça muitas delas, de todo modo é sempre bom revisitá-las. :mrgreen:

Sem muitas delongas… desembuchemos:

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PMBOK® Guide 6ª Edição vem aí com muito mais Agile… (quem diria hein!)

Olá Pessoas,

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Escrevi este pequeno post para compartilhar uma boa notícia… (creio eu)

Pra quem é ligado no PMBOK® – o guia de boas práticas em gerenciamento de projetos do PMI – sabe (ou pelo menos deveria saber) que a cada 3 anos o instituto revisa o seu guia principal. Para tanto, ele convida profissionais do gerenciamento de projetos em todo o mundo, para participar da revisão enviando suas observações, comentários e itens de melhoria. O PMBOK® Guide Sixth Edition, diferente das edições anteriores, virá com uma característica inédita, ele será tanto um standard quanto um guia. Um standard porque apresentará conceitos chaves, descrevendo o que fazer para se obter projetos bem sucedidos. E um guia, porque se expandirá apresentando informações adicionais sobre como usar as boas práticas de gestão de projetos globalmente reconhecidas.

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7 Dimensões do Produto: uma forma eficiente de escrever User Stories

Olá Pessoas,

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Recentemente tive o privilégio de receber da consultoria a qual trabalho, mais uma empolgante e desafiadora missão: gerenciar — com Scrum (e demais métodos ágeis) —um “novo” projeto de TI de alta complexidade em uma grande multinacional norte-americana (um de nossos clientes).

O projeto já havia passado do feasibility (análise de viabilidade) quando começamos, uma Product Owner e eu, a tomar conhecimento do escopo macro do projeto. Já na fase de iniciação, entrevistamos algumas pessoas da área de negócio, para entendimento e possível extração de alguns épicos e requisitos que serviriam para criação do Product Backlog, norteando, inclusive, o planejamento da primeira release.

Para se ter dimensão da complexidade da “brincadeira”, o escopo deste projeto contempla desde a criação de novas aplicações para interfacear a comunicação e troca de arquivos entre duas empresas, até a restruturação de sistemas legados e mainframes… além do redesenho de vários processos incluindo uma robusta ferramenta de BPM. Para atender as demandas de negócio, criamos 6 Product Backlogs diferentes, sendo 6 áreas da empresa impactadas diretamente pelo projeto. Está previsto ainda a formação de 3 Times de Desenvolvimento trabalhando nesses PBs ao longo de todo o projeto. Frise-se que a elevada complexidade fez com que este projeto, num passado não muito distante — utilizando-se de uma abordagem “tradicional” (waterfall) — fosse cancelado após 6 meses de execução por estouro de budget. Este fatídico episódio, por si só, faz com que a carga de expectativas colocada sobre a costas do time atual do projeto e o desafio, aumentem ainda mais. Por outro lado, porém, temos a nosso favor importantes e valiosas lições aprendidas. :mrgreen:

Dada a já exposta complexidade do projeto, o tamanho do escopo e a quantidade de pessoas que de certa forma seriam necessárias para iniciar a escrita de user stories, decidimos que seria mais produtivo — ao invés de workshops de escrita de user stories — utilizarmos uma técnica mais estruturada para este fim; conhecida como 7 Dimensões do Produto.

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Priorizando Backlog com a Técnica MoSCoW

Olá Pessoas,

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Prezado leitor, se você me dissesse que está pensando em dar um upgrade na carreira; investindo num treinamento para se tornar um Product Owner, e gostaria, com base na minha experiência, que eu definisse com apenas 3 verbos, o que faz (ou pelo menos deveria fazer) um PO. A resposta de bate pronto seria:

  • Dividir
  • Priorizar
  • Descartar

Como eu sei que estes três verbos soltos não seriam suficientes, farei a seguir uma breve explanação sobre eles. Vejamos:

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Ei “Seu PO”, o seu Product Backlog está DEEP?

Olá Pessoas,

Antes de mais nada eu gostaria de agradecer o WordPress, por ceder este espaço para que a gente possa discutir, em alto nível, a gestão de projetos e produtos no Brasil… (protocolos e blá blá blás cumpridos, vamos ao que interessa)

Se eu pudesse fazer uma correlação dos papéis do Scrum com profissões conhecidas no mercado de trabalho; o Scrum Master seria um rabugento Técnico de Futebol (o pragmatismo de Telê Santana e o garbo e elegância de Pep Guardiola), o Time de Desenvolvimento seria uma mescla de habilidosos Engenheiros, Arquitetos, Mestre de Obras e Pedreiros… e o Product Owner seria um criativo e cuidadoso Jardineiro. – Ei “seu PO”, como este post é destinado especialmente à você, não fique bravo comigo caso não goste, digamos, da sua nova profissão; acredito que ela seja bastante interessante, muito embora eu não tenha a menor vocação para exercê-la.

Mas porque eu acho que os nossos valorosos POs poderiam ser criativos e cuidadosos jardineiros? (os demais papéis e suas correlações, acho que estão subentendidos) 😀

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mas então… PMBOK® e Scrum, qual é a diferença?

Olá Pessoas,

Antes de mais nada eu gostaria de agradecer o WordPress, por ceder este espaço para que a gente possa, em alto nível, discutir a gestão de projetos no Brasil… (protocolos e blá blá blás cumpridos, vamos ao que interessa)

Em certa ocasião fui perguntado sobre a diferença (na minha opinião) entre o PMBOK® e o Scrum. Confesso que na hora tive um certa dificuldade em encontrar a melhor resposta de forma sucinta, clara e objetiva, pois a ocasião, tratava-se de uma exigente entrevista de emprego, para atuar como Agile Project Manager em uma multinacional norte-americana; e naquele momento eu não estava, confessadamente, muito confortável com a situação.

Nota: naquele ambiente encontravam-se 6 “entrevistadores” e eu – sem advogado – e todos eles estavam sedentos por extrair todas as informações que os convencessem de que eu era uma boa escolha… fato é que hoje posso dizer que ao menos uma vez na vida, me senti como se estivesse no programa Roda Viva da TV Cultura.

Contudo, e independente do desfecho da referida entrevista, respondo novamente esta pergunta aqui no blog (debruçado no macio e iluminado teclado do meu MacBook Pro, na tranquilidade do meu lar…) :mrgreen:

Em primeiro lugar precisamos entender o que é esse tal de PMBOK® e o que é esse tal de Scrum…

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